Fontes Magnéticas

No ambiente do Planeta Terra existem uma série de campos e ondas eletromagnéticas criadas por fontes naturais. Com a utilização maciça da energia elétrica a partir do início do Século XX, as várias fontes de campos criadas pelo homem começaram a mudar o ambiente eletromagnético do planeta. A própria Terra é um grande imã, possuindo um campo magnético natural (campo que faz as bússolas funcionarem). As nuvens de chuva carregadas criam grandes campo elétricos que originam as descargas atmosféricas (raios). Quando temos um raio uma grande onda eletromagnética é gerada. Essa onda atinge prédios, pessoas, redes elétricas e telefônicas e também os equipamentos eletroeletrônicos. Na região dos polos tem-se o fenômeno da aurora boreal que é provocado por correntes elétricas induzidas nas camadas superiores da atmosfera. Estas correntes podem, inclusive, provocar interferências em sistemas elétricos e telefônicos. Uma das maiores fontes naturais de radiação eletromagnética é o sol. As reações nucleares que ocorrem no sol geram uma grande quantidade de energia eletromagnética que é jogada no espaço e uma boa parte desta energia atinge a terra. A atmosfera da terra funciona como um filtro e as radiações que chegam ao solo são atenuadas. Todos os sistemas elétricos e eletrônicos criam campos e ondas eletromagnéticas e estes campos criados pelo homem se somam aos campos criados pelas fontes naturais. O crescimento vertiginoso da utilização da eletricidade e o consequente aumento dos níveis de campos eletromagnéticos no ambiente levou professores e pesquisadores de todo o mundo a começar estudar os efeitos destes campos no meio ambiente e principalmente os efeitos no ser humano.
É comum em nosso dia a dia nos depararmos com objetos que são atraídos por outros: algumas chaves de fenda, por exemplo, têm a propriedade de atrair pequenos materiais de ferro, como parafusos. De acordo com a história das ciências, as primeiras observações feitas em relação a determinadas pedras que possuíam a capacidade de atrair ferro e interagir entre si foram feitas há muitos séculos. Essas pedras passaram a ser denominadas ímãs; e os fenômenos que espontaneamente se manifestavam foram denominados fenômenos magnéticos. O termo magnetismo é provindo de uma região conhecida como Magnésia, uma província da Grécia onde essas pedras foram encontradas.
Nos estudos sobre magnetismo, vimos que se aproximarmos de uma agulha magnética um ímã, a mesma agulha sofrerá uma deflexão. Dessa forma, podemos dizer que o ímã gera um campo magnético que atua sobre a agulha magnética. Um outro fenômeno foi observado pelo físico Oersted. Ele observou em suas experiências que quando aproximava uma agulha magnética de um fio condutor percorrido por uma corrente elétrica, a agulha também sofria deflexão; e interrompendo-se a corrente elétrica, a agulha voltava à sua posição inicial.
Hoje sabemos que o fato de a agulha sofrer desvio significa que há um campo magnético em volta do fio condutor percorrido por corrente elétrica.
O campo magnético cerca todos os materiais e correntes elétricas e são identificados devida a força que realizam sobre os outros materiais magnéticos e por causa das cargas elétricas em movimento.
Só no início do séc. XIX é que a relação entre a eletricidade e o magnetismo começou a ser bem estudada. Na antiguidade não havia uma distinção clara entre os dois fenómenos. Depois no renascimento determinou-se que a sua natureza era de origem diferente, e só com os estudos baseados na corrente eléctrica se tornou a relacionar os dois fenómenos. As primeiras observações e constatações dos efeitos magnéticos foram devidas a materiais “naturais” que exibem essas propriedades magnéticas. Com os desenvolvimentos da Física no séc. XIX, compreendeu-se que as interações magnéticas não existiam exclusivamente entre os ímanes. As correntes elétricas, então colocadas em prática, e, de um modo mais geral, as cargas eléctricas em movimento produzem também campos magnéticos em seu redor. A existência das ondas eletromagnéticas foi proposta em 1864 pelo pesquisador inglês James C. Maxwell.

 

Referencias Bibliográficas

http://www.higieneocupacional.com.br/download/antenas_celular_paulino.pdf
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/fisica/fontes-campo-magnetico.htm
http://situado.net/resumo-do-campo-magnetico/
http://www.aif.estt.ipt.pt/Ficheiros_PDF/FisicaII_EEC/Fichas/EM_CAP7.pdf

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